A proposta deste espaço é poder lançar questões que nos remeta a reflexão sobre mudanças, erros e acertos, humildade, ética,aproveitamento das oportunidades, animar, integrar e inspirar pessoas a ter capacidade de se reiventar e buscar novos métodos e soluções. Use-o sem moderação!



terça-feira, 31 de agosto de 2010

O valor das suas realizações - Como medir o seu sucesso e sentir-se realizado.

Qual é atua obra? Você se sente confortável e satisfeito quando você pensa na sua obra? Ou se sente inquieto e um tanto quanto desconfortável?

Com estas perguntas feita pelo filósofo, Mário Sérgio Cortella, em seu livro Qual é atua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética, da editora Vozes, que eu convido a todos a mergulhar em seus pensamentos e por um minuto enumerar suas realizações, sejam elas, pessoais ou profissionais e em uma folha de papel, começar a descrevê-las em detalhes, focando o quanto elas foram importantes , decisivas ou até mesmo mudaram suas vidas. É incrível, como ao final deste exercício, nos damos conta de quantas coisas importantes somos capazes de realizar, muitas vezes em um curto espaço de tempo, com poucos recursos, com zero de incentivo e que de alguma forma representaram uma mudança significativa em nossas vidas, nas vidas das pessoas ao nosso redor ou até mesmo da empresa em que trabalhamos. Tive esta sensação maravilhosa, ao reler atentamente o case em que eu e minha equipe de trabalho, nos dedicamos a preparar na última semana, para concorrer ao Prêmio Ser Humano que é concedido pela ABRH – RJ, as empresas que tenham reconhecidas suas práticas de sucesso ocorridas em processos de gestão com pessoas e que tenham sido concluídas de forma satisfatória, com resultados quantitativos e qualitativos. Este prêmio que está na sua 30ª edição, já agraciou com a sua conquista empresas do porte de Shell, IBM, Vale, Volkswagen, Ipiranga entre outras. Nomes consagrados no mundo corporativo internacional e que de cara, ter estas empresas, como concorrentes a disputa de qualquer coisa, intimidaria o mais otimista de todos os executivos. E foi pela grandiosidade deste desafio que resolvemos inscrever o nosso case, principalmente após enumerarmos nossas ações ao longo dos últimos 18 meses e nos depararmos com a grande obra que construímos, tijolo por tijolo, obra esta, que nos coloca em igualdade de condições para disputar com qualquer blue chips do mercado. Não que a empresa em que trabalhamos seja pequena, pelo contrário, a Real Auto Ônibus, tem a maior frota de ônibus urbano da cidade do Rio de Janeiro com 502 carros e conta em seu quadro de pessoal, com mais de 2700 funcionários, com 57 anos de tradição no transporte urbano de passageiros, orgulho para toda esta gente que ajuda a movimentar uma cidade inteira diariamente, participando ativamente do desenvolvimento do país. Porém este segmento não tem tradição em proporcionar grandes investimentos na área de gestão de pessoas o que nos torna diferentes no setor e ao mesmo tempo, teoricamente, longe das melhores práticas em gestão de pessoas, do restante do mercado. O que a releitura deste trabalho nos provou é que, quando nos dedicamos a realizar qualquer atividade sob qualquer circunstância, somos capazes de construir obras inimagináveis, que fazem, nos orgulharmos do empenho e dedicação empregados em prol de qualquer projeto, principalmente ao depararmos com o conjunto da obra. No dia 25 de novembro, dia da entrega do Prêmio Ser Humano,poderá haver outro vencedor, que certeza subirá ao palco e fará um discurso de agradecimento as pessoas que realizaram aquele trabalho vencedor, mas lá embaixo com o peito estufado de orgulho a nossa equipe estará aplaudindo e feliz por saber que fomos capazes de grandes realizações e que não basta se contentar com o possível. É preciso sempre fazer o seu melhor.



domingo, 22 de agosto de 2010

"Quero ser Marcelo Cardoso"

Estive na última semana participando do Conarh 2010, congresso nacional sobre gestão de pessoas que acontece anualmente, promovido pela ABRH - Nacional  e que está na sua 36ª edição. Como sempre, o evento foi um sucesso, com um grande número de participantes, na sua maioria profissionais da área, contou com palestras extremamente interessantes, mas uma delas realmente chamou minha atenção, não só pelo tema " A prática do engajamento apartir da pessoa", que tinha o propósito de responder a perguntas como -  Por que esperar que a organização seja dona de sua carreira? Como tomar a iniciativa no engajamento a você mesmo, ao trabalho e à organização? Que processos  RH e a liderança devem adotar para incentivar o autoenvolvimento? Mas, principalmente pelo seu palestrante o Vice-Presidente de Desenvolvimento Organizacional e de Sustentabilidade da Natura - Marcelo Cardoso, que  foi CEO da DBM Brasil  e anteriormente, trabalhou na GP Investimentos como CEO do Playcenter S/A e Presidente do Hopi Hari, o maior parque temático da América Latina. Graduado em Administração de Empresas, com extensão na Kellogg-Northwestern de Chicago, USA. Além das atividades profissionais, Marcelo é líder voluntário no Centro Cultural Arautos, aonde orienta diversos públicos sobre temas como carreira e espiritualidade no trabalho.

A princípio trata-se de um  ilustre executivo que desperta interesse de muitos, pela sua trajetória profissional, porém o que observei nesta palestra é a verdadeira idolatria que algumas pessoas exercem sobre ele, pude testemunhar declarações quase que sagradas de pessoas que falaram ao microfone, para um auditório lotado, declarando sua admiração pelo palestrante e o desejo de tocá-lo para ver se o mesmo era real, declarações que é claro, deixaram-no visivelmente constrangido, enquanto particularmente fiquei intrigado e curioso com aquela cena, que despertou em mim um interesse ainda maior em conhecer um pouco mais sobre o que pensa este idolatrado conferencista.

Recorrendo ao "pai dos burros" da modernidade, o Google, encontrei algumas entrevistas e artigos que fizeram com que eu conhecesse um pouco mais de suas idéias e de sua trajetória profissional, descobri  nesta pesquisa que assim como eu, Marcelo Cardoso, fez sua transição migrando da área financeira para a àrea de gestão do capital humano  e como esta mudança o ajudou a criar, entre outros, o conceito de propósito de vida, a importância da espiritualidade aplicada à carreira.

As conscidências de idéias não param ai, em seus textos Marcelo Cardoso, fala muito em trabalhar pela ética do prazer e faz  diversas citações que nos remete a necessidade de encontrar as atividades, as relações, aquilo que te dá prazer e com  isso alcançar seu propósito de vida. A idéia é mudar a forma de olhar para sí  e se convencer de que as mudanças, realmente só acontecem de dentro para fora, se você mudar o seu prisma sobre a sua vida pessoal e profissional.

Outro conceito que está na moda e que ele tem uma definição interessante é o de networking em que nos faz refletir em como ter relações duradouras, não superficiais, não confundir happy hour e almoços com troca de cartões e que o grande equívoco que está por trás deste conceito é a relação de interesses que se estabelece. Ele acredita que o conceito nos dá a possibilidade de construir relações sustentáveis. Qual a premissa por trás disso? Toda vez que você se sentar na frente de alguém, ao invés de pensar no que a pessoa pode te dar, inverta a situação e pense no que você pode fazer para ajudá-la. Se você começa qualquer tipo de interação dando o que você mais quer, você cria o canal pelo qual a relação acontece, pelo qual a troca acontece perene e naturalmente.

Lendo e relendo seus artigos e entrevistas, diante das conscidências de pensamentos, me veio a mente o título deste post "Quero ser Marcelo Cardoso" que  é alusivo ao título  do filme de 1999, escrito por Charlie Kaufman, com direção de Spike Jonze no original  "Being John Malkovitch"  que nos leva pensar que este é um filme sobre o ator americano John Malkovitch. Mas é ai que o espectador se engana. O filme é sobre o que somos e como encontramos nossa essência para que possamos ser felizes. Conta a história de um jovem casal americano, Lotte (Cameron Diaz) e Craig Schwartz (John Cussack). Ele não tem emprego e passam os dias em casa. Num certo dia Craig resolve responder a um anúncio de jornal para trabalhar numa firma arquivando documentos.O escritório da firma é no andar 7 1/2, mas no elevador só existem os andares 7 e 8. Um dia, enquanto trabalha, um de seus documentos cai atrás de um arquivo e ele descobre um portal minúsculo que leva as pessoas a ser, nada mais nada menos, John Malkovitch.

 Durante o tempo em que as pessoas estão no túnel elas estão sendo John Malkovitch e vivendo as experiências do próprio.O negócio dá certo porque há tantas pessoas comuns, com vidas comuns, que eles esperam horas numa fila e pagam U$200 para experimentarem ser alguém famoso por quinze minutos.

E foi esta sensação que por instantes me passou pela cabeça de como seria assumir a identidade de alguém como Marcelo Cardoso, por míseros quinze minutos ? Logo me lembrei que Andy Warhol disse que todos seríamos famosos por quinze minutos, mas o que ele não nos disse é o que aconteceria ao final
deste tempo.

Adailton Sena